






O livro dos Exercícios Espirituais, fruto da conversão de Santo Inácio, encerra os assuntos sobre os quais refletiu, meditou, contemplou, com as observações psicológicas e sobrenaturais que o moveram a intregar-se a Deus. Reparou que esse conjunto de idéias e sentimentos podiam ser úteis a outros e anotou-os. Ilustrações de Deus levaram-no a dispor todo esse material numa material numa irdem esquemática que favorece misteriosamente o processo de conversão, como ele o observou em si e na aplicação aos outros.
O livro da conversão de Santo Inácio, antes de ser escrito, foi vivido por ele, como transtornante experiência de Deus nos meses em que esteve doente no castelo de Loyola. O cavaleiro medieval impressionou-se ao descobrir, na Vida de Cristo e dos Santos, uma cavalaria nova e diferente. Ao passo que ia lendo, os Santos lhe forma aparecendo como heróis superiores em seguimento de um rei superior, Jesus Cristo. Depois de algum tempo, começou a admirá-los, a ponto de os querer imitar.
Seria ilusão pensar que dos Exercícios há de sair o homem já santo. A santificação não é obra de trinta dias, mas de toda uma vida. Os Exercícios Espirituais são um poderoso impulso para isso, um profundo encontro com Cristo que nos afeiçoa para sempre a ele.
Foram escritos para ajudar as pessoas que procuram e desejam seguir a Jesus Cristo no serviço do Reino de Deus.
Não é um livro para ser lido, mas para ser praticado, num espaçõ de tempo bastante elástico, que Santo Inácio divide em quatro etapas ou semanas. Quem quer ler como um de tantos livros piedosos, ficará decepcionado: só o entenderá quem o praticar no silêncio e na solidão, na reflexão e na oração, na disponibilidade e na confiança em Deus.
Esse livro é fruto da tradição inaciana, legada aos primeiros jesuítas.







